segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Velho-memória.

Sentado num palacete construído com mto suor, o velho fez sua vida, construiu filhos, criou um patrimônio.
Agora só tem um visitante pra contar casos.

Aquela Belo Horizonte de 1957 qdo tinha bonde, tão romântica. As varas de marmelo na perna, o doce de leite da mãe que ainda se faz presente no paladar memória. E ele percorre por décadas, anos em sua lembrança, mas o que mais toca na sua voz de homem instruído e bem sucedido é a palvra "isolado", a solidão familiar, a casa cheia de gente que não pode ouví-lo.

E ele pede mais tempo quando vê que seu ouvinte tem de partir. Mas é tarde e a mochila velha está nas costas.

Ele pede com carinho uma nova visita e olhar suplica por mais ouvidos.

Ele fica no seu pequenino império...um velho príncipe sem rosas pra cuidar.


A velha-interior

Lá vem de novo a velha com seu vestido azul ornado de rugas e histórias pra contar.
É dia de festa na roça e ela tem que trabalhar, o chão de terra, as latas na mesa e ela passando em cada uma catando o seu ganha pão.

Não sabe que tem tecnologia lá fora, se espanta com a máquina que mostra a imagem dela na hora.

Mas não tem tempo pra conversar, fala rapidamente enquanto eu me encanto com tanta simplicidade.

Ela segue...cata lata, joga no chão batido amassa com o pé preto e rachado, mistura terra vermelha, chinelo encardido, e pele preta...

Numa dança que parece não ter fim...

A sanfona ronca, o triângulo estala e a velhinha come o pão que seu pé amassou...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Para todos nós.

Flores pra quem é de flores.
Cães pra quem é de cães...
E a Mafalda nessa história?!
Volta cheia de histórias pra me contar.
Com seu sarcasmo bem típico,vale ressaltar.

E tem a alquimista, tem a artista japonesa,
elas tbm merecem sua parte nesse chão doido.
Ô minhas belas meninas.

Ô mundão louco que me obriga a crescer, mas não tira
a fome que tenho daquele quintal, daquela guria sardenta.
Menina Nina. Menino Crispim.

E pra eles dois: Todo amor que houver nessa vida.

segunda-feira, 21 de julho de 2008


Se vc pintar o mundo de diversas cores, colocar uma boa música pra gnt dançar, chamar gente de vários credos, sexualidades e der uma festa você terá um grande momento...

Mas se vc fizer tudo isso e ainda tiver amigos pra afagar de verdade, pessoas pra rirem das suas palhaçadas vc terá tido um bom dia...

Desses pra guardar na memória.

Meu orgulho está naqueles que abraço intensamente e amistosamente, enquanto o mundo se acaba de tanto dançar...

Afaga-me!

Casar pra quê?!


Vestido de noiva: $7000 conto

Buffet fino: $ 15.000 conto

Banda com cantora do aul Gil(ahn?!): $ 10.ooo conto


Dançar até as 5 da matina com dançarina mais animada da pista

NÃO TEM PREÇO.


Pra todas as outras existem pessoas futéis pra pagar enqto a gnt se diverte.

domingo, 13 de julho de 2008

Justiça seja feita.


O mundo seria chato se houvesse só uma cor.
Se houvesse só historiadores.
Se todas as canções fossem de protesto.


Tenho diversos amigos, entre eles um advogado...Isso msm. E quer saber, muito humano. Estranho, né?!

Num lugar dito de pessoas inescrupulosas e sujas eu cismo em achar alguém que tem coração.


E faz bem,sabe?!
Descobir que no mundo ainda tem gente que quer prestar.
Então tire essa bunda flácida da frente do PC e vá fazer a diferença...
Vá plantar uma árvore, vá fazer amigos.
Mude a existência das pessoas.
Torne-se importante...

E espero que meu amigo SAMUEL, o dotô, nunca se esqueça do brilho que ele tem com pessoa qdo vestir a toga de juiz...Pq realmente dá ORGULHO ver gente de verdade dando certo.


Obrigado, simplesmente por fazer Direito, irmão.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Existe beleza no adeus


As malas na sala. Devia haver uma música na cena,mas só silêncio.
Um abraço.
Palavras carinhosas.
Outro abraço.
Eu mandando ele embora, e olhar pedindo pra ficar.
Evito sim dizer até logo, pq a lágrima pode rolar.
As malas na mão, o fardo de dizer tchau,
Não me contenho, abro as asas,
voo bem alto e seguro no pescoço,
Sinto o cheiro que me enibriou os ultimos dias.
Me sinto em casa.
Um barulho na escada.
Puxo-o pra dentro e fico a olhar aquele sorriso.
Farto.
Mas não temos mais tempo.Pela fresta ele diz a palavra dolorida.
Corro pra janela no alto e vejo ele indo...
Ele olha. Nossos olhares se cruzam.
Um sorriso. Um beijo pelo ar.
E lá se vai meu amigo.
Subindo a rua.
Sumindo ao longe.
E eu espero ele voltar.
Com o cheiro bom e a mão macia que me faz dormir.